Muitos podem pensar, que a decisão dela adveio do meu exemplo, mas será?

Claro que não, pois quando fazemos algo de muito positivo para connosco o que mais queremos é espalhar, divulgar, influenciar. Queremos que todos partilhem, a mesma sensação de bem estar pela qual estamos a passar.

Entre o aceitar, a decisão e a realização do BC, foram longos meses, mas não o digo, com pesar. Mas sim com uma realização, porque uma decisão destas influencia e muito, a nossa auto estima, o gerir comentários menos positivos dos mais próximos, entre outras coisas.

Por isso mesmo o maior investimento deve ser interior, e esse leva tempo, e por mais que nos influenciem a tomar uma decisão, a ultima palavra é sempre nossa, pois seremos nós a arcar com as responsabilidades das nossas atitudes.

“…Á conversa com ela…”

Com que idade começas-te a utilizar, química no cabelo?

Inicie com 15 anos a fazer “Curl”, porque não gostava do meu cabelo, comprava-me com as outras meninas da minha idade e não via jeito para o meu cabelo crespo. Como naquela altura tinha muitas amigas que começaram a fazer este tratamento eu quis experimentar também. No entanto apesar de ser informada que poderia mesmo vir a estragar o meu cabelo, não dei importância. Porque também não sabia cuidar ao natural.

Quais os aspectos positivos e negativos a teu ver, sobre usar química no cabelo?

A verdade é que no inicio o cabelo fica lindo, liso e com um ar brilhante, sentia-me super realizada, naqueles instantes. Mas com o passar do tempo, mostra-se um grande desafio. Para mante-lo é preciso retornar, ao cabeleireiro, pois começa a crescer aquela raiz grossa e feia, e nem sempre era possível, retocá-la.
Enfim depois com o passar do tempo e diversas, retocadas de raiz, o meu cabelo começou a ficar fraco e quebradiço e com mau aspecto.

Porque decidis-te usar tissagem?

Como o meu cabelo estava a cair muito, decidi esconde-lo, com a tissagem. Amei a experiência de usa-la, no dia a dia, não exigia tanto esforço , nem cuidados especiais era fácil mantê-lo bonito e foi bom para mudar de visual.

Sentia-me bem e super confortável, mas depois comecei a perceber que era algo que não me pertencia e não condizia muito com a minha personalidade.

O que te levou a esta mudança?

Depois de muitas tentativas de mudança e tratamentos, via o meu cabelo cada vez mais fraco e sem vida. Por isso mesmo decidi que seria o momento de assumir o meu cabelo natural, mesmo sem saber se iria gostar ou não.
Vi que é importante gostar-mos do que é nosso e aprender a cuidá-lo é super importante.

 

 

Como te sentes interiormente com esta mudança?

Hoje sinto-me livre, mais confiante, não pelo corte de cabelo em si, mas percebo que foi a conclusão de diversas mudanças no meu interior. Que com o meu novo visual acaba por se exteriorizar.

Tens algum conselho para incentivar outras raparigas a fazerem o mesmo?

Assume o teu cabelo natural, no tempo que quiseres, do jeito que quiseres, no momento em que achares melhor. Se é o que vai fazer sentir bem, só tens que dar o primeiro passo, ou seja tomares a decisão, de o assumires.
Enfim natural ou não, temos que assumir a nossa identidade e sentirmos-nos bem com o nosso visual!

Dayana Correia

Fotografia – Ester Felipe