Regressei ao meu trabalho após 5 meses de licença de maternidade. Confesso que não imaginava tantas mudanças e dificuldades.

O pós parto é um mundo hormonal! Confrontei-me com uma realidade de falta de memória, fraqueza emocional, instabilidade física, à qual não estava à espera.

Situações de stress deixavam-me de rastos e as corridas ao wc eram uma consequência. A falta de agilidade mental, deixava-me muito frustrada.

Como estávamos no processo de compra da casa, ainda pensei ser algo associado a essa situação, mas não. Conseguimos comprar a casa e a situação de instabilidade continuou.

Vieram as primeiras febres do Kevin e sentia-me super mal por avisar em cima da hora que não poderia ir trabalhar.

Enfim, deixei de agregar valor à empresa pelas minha falhas constantes. E em casal percebemos que a melhor opção seria mesmo abandonar a empresa.

Mesmo sendo efetiva e, a estabilidade financeira ainda não estar tão simpática, resolvemos arriscar.

Ficar sem emprego parecia-me um cenário aterrorizante, então logo tentei encontrar outro, mas rapidamente percebi que não era o momento certo.

Procurei então recompor-me nos meses seguintes e encontrar o equilíbrio. No 9• mês do Kevin já estava bem melhor.

A nossa vida financeira foi melhorando paulatinamente e percebemos que não haveria necessidade do meu regresso ao trabalho fora de casa.

Sempre gostei de cuidar do lar dos outros, fazendo as limpezas e, sempre pensei ser uma futilidade ficar em casa a tempo inteiro.

Mas o tempo e Deus encarregaram-se de me mostrar o contrário.

Comecei a ter uma visão diferente do meu lar, uma visão empresarial e aí deu o click.

Comecei a investir mais nas minhas habilidades no lar e a trabalhar com o meu esposo, criando todas as condições favoráveis para o seu trabalho fluir melhor.

Percebi o quão benéfico seria para ambos ficar como dona de casa a tempo inteiro, ambos sentíamo-nos realizados.

Sou fã da partilha, porque sem dúvida ela enriquece então, passei a criar conteúdo sobre o meu dia a dia e sobre o que ia aprendendo.

Não foi uma opção inicial mas um caminho que me levou a está a escolha e fez me perceber que nem sempre o que queremos é o que realmente precisamos para sermos realizados.

Já te aconteceu algo assim ?

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